quinta-feira, 30 de junho de 2011

Pra não dizer que não falei...

São 6h55 da manhã. O vento beija a face das crianças a caminho da escola e o cheiro de naftalina espanta lentamente o sono – mal disfarçado nos olhos miúdos, remelentos. O sol, preguiçoso e desavisado da mudança dos homens, se esconde sob véus que desmontam estrelas. E sobre selins esmaecidos, trabalhadores de todas as idades arrastam angústias enquanto pisam forte nos pedais de suas bicicletas.

A friagem chega desarrumando armários: “Ai, Jesus, e agora?”.

2 comentários:

Marcos Afonso disse...

... Mas que coisa linda: "véus que desmontam estrelas." ...

Anônimo disse...

AQUI ESTÁ UM FRIOZINHO... SEM CHEIRO DE NAFTALINA, SEM CRIANÇAS, SEM OLHOS REMELENTOS E SEM VÉUS
QUE DESMONTAM ESTRELAS...

AQUI ESTÁ UM FRIO FRIO...

LEILA JALUL