quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Talvez


Talvez um dia eu possa adormecer essa inquietação. E despertar sem nenhuma fome, ânsia ou desejo. Desligar o despertador, me banhar, escovar os dentes, vestir uma roupa e juntar-me ao trânsito matinal com a naturalidade das vacas a caminho do abatedouro.

Nessa manhã sem cor, não haverá mas em mim conflitos. Serei eu mesma parte do cimento que acomoda e aplaina as calçadas seguras.

E então caminharei com segurança e aceitação. Ah, quanta felicidade pode trazer isso?

3 comentários:

Pedra do Sertão disse...

Olá, Vássia,

Adoro crônicas! Já gostei de vir por aqui.

Abraço

Anônimo disse...

respondo: NENHUMA.
Beijão no seu coração.
Leila

Carlos Baldner disse...

Aqueles q buscam legítimos sentimentos e q são intelectualmente inquietos, felizmente nunca encontrarão este tipo de "felicidade".